domingo, 19 de junho de 2011

Veja sete notícias recentes que podem cair nos vestibulares!

Ficar atualizado com os assuntos dos noticiários é uma boa dica para qualquer vestibulando. Além de inspirar temas das Redações os assuntos divulgados em jornais, TV, sites e revistas, também são discutidos em questões interdisciplinares. Confira alguns assuntos que podem cair nos vestibulares do meio do ano:
Terremoto no Japão
A tragédia no Japão é um grande tema para questões interdisciplinares. O tremor de 9 graus na escala Richter causou tsunamis que arrasaram a costa nordeste do país, causando uma crise nuclear. A partir desse acontecimento podem surgir questões de Geografia, História, Biologia, Física e Química, além de ser uma boa pedida para o tema da Redação.
Morte de Osama Bin Laden
A notícia tão aguardada pelos EUA na última década dificilmente ficará de fora de algum vestibular. O autor do maior atentado terrorista do mundo – o 11 de setembro, foi morto em uma operação militar realizada no Paquistão. Mais uma vez o terrorismo voltou ao centro das discussões no mundo, envolvendo várias questões políticas.
Censo demográfico
No início do ano foi divulgado o mapa mais recente da população brasileira, a partir dos dados do Censo 2010. Os números mostraram que a população se multiplicou por vinte desde o primeiro censo, de 1872. Agora chegamos a 190.755.799 habitantes. Fique atento para a possibilidade de temas de Redação ou questões de Geografia, com gráficos e tabelas. A partir desses dados as questões podem pedir uma análise sobre urbanização, crescimento econômico, entre outros.
Novo código florestal
Um assunto que está totalmente ligado à nossa região é a aprovação do novo código florestal. O assunto, mais uma vez, divide opiniões entre os setores ruralistas e os ambientalistas. Uma das polêmicas é a permissão para atividades econômicas em áreas de preservação.
Conquistas femininas
O ano de 2011 é histórico por marcar o início da gestão da primeira mulher presidente do Brasil. A partir da eleição de Dilma Vana Rousseff podem surgir temas relacionados as conquistas das mulheres na sociedade brasileira.
Mundo islâmico
O mundo islâmico tem ganhado destaque nos noticiários, com séries de protestos, com direito até a queima de seu livro sagrado – o Alcorão. Fique atento para possíveis questões sobre cultura islâmica, democracia, entre outros, a partir dos acontecimentos que tem agitado países como Síria e Líbia e protestos que questionam governos como o do egípcio Hosni Mubarak.
Abertura econômica de Cuba
Pela primeira vez desde 1959, Cuba decidiu adotar medidas mais amplas que levam à abertura do mercado econômico interno. A partir de agora, os cubanos poderão comprar e vender imóveis – atitudes proibidas desde a Revolução Cubana. É um grande tema que envolve uma retrospectiva histórica e geopolítica.

 Fonte: Vestibular no Pará

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dica: curta "Hiato"

Em agosto de 2000, um grupo de manifestantes em um grande shopping da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns pensadores. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.

Este vídeo pode ser visto no site Porta Curtas.



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dica: curta "Direitos Humanos, a Exceção e a Regra"

Este curta faz parte do projeto Marco Universal. A partir de imagens selecionadas por João Roberto Ripper, o diretor faz um filme denúncia sobre a situação dos Direitos Humanos no Brasil destacando os principais eventos e momentos marcantes da história do país nos últimos 40 anos. 
* Ganhou o Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul 2008.

 

PARABÉNS AOS CALOUROS TREINEIROS UNAMA 2011-2

Parabéns, Marcos!! PRIMEIRO LUGAR em DIREITO: 100 pontos na Redação!!

Parabéns, Waleska!! Aprovada em Engenharia Civil/ 85 pontos na Redação!!

*Nossos parabéns também(pela nota em Redação):

1. Carlos Eduardo: 95 pontos na Redação!!
2. Hélder Fontes: 92,5 pontos na Redação!!

Curso Livre de Redação  - Você a uma vírgula da universidade...

sábado, 4 de junho de 2011

Ontem tivemos nossa 1ª Aula-passeio!

Ontem, 03/06/2011, realizamos nossa 1ª  Aula-passeio para Belém, Pará, com o principal objetivo de irmos à exposição do artista Hélio Oiticica, "Museu é o mundo". O evento contou com a presença de vários alunos das Turmas 2011, da professora Eliani Martins e da imprescindível Soraia.
Como foi?
Por volta das 14h (depois de a professora repassar as instruções e mais informações sobre o que iria se proceder, em sala de aula para todos os alunos), saímos do Curso, saímos de Castanhal e seguimos para Belém.
Na viagem, distribuíram-se balões para os alunos encherem, músicas de Henry Burnett e Adriana Calcanhoto foram ouvidas (para entrar no clima) e vídeos foram exibidos com ainda mais informações sobre a exposição, além da distribuição de pipocas para os alunos (rs).
Chegando em Belém, fomos direto para o Museu Histórico do Estado do Pará, local da exposição. Conhecemos um pouco do local e começou a exposição, com a ótima instrução da guia Mônica. Fomos nos penetráveis de Hélio Oiticica, conhecemos sua obra e sua trajetória artística e nos divertimos muito com seus famosos parangolés.





Saindo do museu, fomos a uma lanchonete por perto para fazer um "break". 


Em seguida, fomos fazer uma pequena visita à Estação das Docas.




Depois de muita diversão e aprendizado, voltamos para Castanhal.


Até a nossa próxima Aula-Passeio!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

FIlme desta semana: "A Onda"

 
Sinopse:
Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema "força pela disciplina" e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle.
"A Onda" é baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Conheça: Paulo Sérgio Pinheiro!


Paulo Sérgio Pinheiro (Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 1944) é um diplomata e acadêmico brasileiro. Dentro da Estrutura da Organização das Nações Unidas, ele exerce o cargo de relator especial para a situação dos direitos humanos de Myanmar.
Formou-se em direito na PUC, no Rio de Janeiro, e fez seu doutorado em ciência política na Universidade de Paris. Retornou ao Brasil em 1971 e foi professor na Unicamp até 1985. Desde então leciona na Universidade de São Paulo. Milita em várias organizações de direitos humanos e dirige o Núcleo de Estudos da Violência da USP. Obras publicadas por outras editoras: - Política e trabalho no Brasil - O Estado autoritário e os movimentos populares - A classe operária no Brasil, 1889-1930 (com Michael M. Hall) - Violência brasileira - Crime, violência e poder - Escritos indignados: polícia, prisões e política no Estado autoritário

Fontes: Companhia das letras e Wikipedia

Veja o depoimento de Paulo Sérgio Pinheiro sobre a Violência contra a mulher no link "Mais informações".


terça-feira, 24 de maio de 2011

Conheça: Stephen Hawking

Stephen Hawking, responsável por contribuições fundamentais ao estudo dos buracos negros, ocupa a cadeira de Isaac Newton como professor de matemática na Universidade de Cambridge, e é considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein.

Sua história é marcada pela superação de limites. Em 1959, com 17 anos de idade, entrou para a University College, em Oxford, onde estudou física, concluindo o curso em 1962. No mesmo ano, Hawking descobriu que possuía esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que enfraquece os músculos do corpo. Mesmo doente, continuou estudando até se tornar Ph.D. em cosmologia pelo Trinity Hall, em Cambridge, Inglaterra (1966).
Em 1970, Hawking iniciou o trabalho sobre as características dos buracos negros. Como resultado de sua pesquisa, descobriu que buracos negros emitem radiação. Em 1979, assumiu a posição de professor e retornou, durante os anos 1980, a um interesse artigo sobre as origens do Universo e como a mecânica quântica pode afetar o destino.
Em 1985, enfrentou uma pneumonia e passou a necessitar de cuidados constantes. Imobilizado numa cadeira de rodas e se comunicando através de um sintetizador de voz, Hawking dá continuidade à sua ciência. Foi co-autor em muitas publicações, como "300 Years of Gravity" e "The Large Scale Structure of Space-time" e autor de obras consagradas como "Breve História do tempo" (1988), "Buracos Negros, Universos Bebês e Outros Ensaios" (1993) e "O Universo numa Casca de Noz", lançado no Brasil em 2001.
Enquanto procura juntar as pontas entre as teorias da relatividade e da mecânica quântica, o físico inglês afirma que a simbiose entre o orgânico e a máquina acontecerá em breve.
Hawking continua a ensinar e gosta de viajar com sua esposa e seus três filhos.

 Fonte: Uol Educação

domingo, 22 de maio de 2011

Filme "A Experiência"

Inspirado em um fato real - o experimento behaviorista conhecido como "O Experimento da Prisão de Stanford" em 1971, "Das Experiment" é um sufocante thriller adaptado do romance "Black Box", conduzido pelo diretor alemão "Oliver Birschielgel".
Arrepiante e polêmico, A Experiência é o tipo de filme que não permite que você fique indiferente. Vinte homens participam de uma experiência inédita.
A investigação do comportamento agressivo em um ambiente de prisão simulada. Oito deles atuam como "guardas" e doze como "prisioneiros". Com o passar dos dias o ambiente vai ficando cada vez mais agressivo.
Conflitos de enormes proporções explodem naquele presídio, pondo a vida de cada um dos envolvidos em risco.
Ganhador de muitos festivais internacionais de cinema, A Experiência é feito para quem tem nervos de aço.
Diretor: Oliver Hirschbiegel

O filme "A experiência" será transmitido no Curso Livre de Redação nesta semana, nos dias 23, 24 e 25 de maio.

Prostituição Infantil, de Olavo Bilac

Não sei que jornal, há algum tempo, noticiou que a polícia ia tomar sob a sua proteção as crianças que aí vivem, às dezenas, exploradas por meia dúzia de bandidos. Quando li a notícia, rejubilei. Porque, há longo tempo, desde que comecei a escrever, venho repisando este assun­to, pedindo piedade para essas crianças e cadeia para esses patifes. Mas os dias correram. As providências anunciadas não vieram. Parece que a piedade policial não se estende às crianças, e que a cadeia não foi feita para dar agasalho aos que prostituem corpos de sete a oito anos… E a cidade, à noite, continua a encher-se de bandos de meninas, que vagam de teatro em teatro e de hotel em hotel, vendendo flores e aprendendo a vender beijos.
Anteontem, por horas mortas, [***] que me encheu de mágoa e de nojo, de indignação e de angústia. Saía de um teatro. [***] rua central da cidade, deserta a essa hora avançada da noite, vi sentada uma menina, a uma soleira de porta. Dormia. Ao lado, a sua cesta de flores murchas estava atirada sobre a calçada. Despertei-a.
A pobrezinha levantou-se, com um grito. Teria oito anos, quando muito. Louros e despenteados, emolduravam os seus cabelos um rosto desfeito, amarrotado de sono e de choro. E dentro do miserável vestidinho de chita, todo o seu corpo tremia, como numa convulsão, nervosamente. Quando viu que não lhe queria fazer mal, o seu ar de medo mudou-se logo num ar de súplica. Pediu-me dez tostões, chorando.
E a sua meia-língua infantil, espanholada, disse-me cousas que ainda agora me doem dentro do coração.
Perdera toda a féria. Só conseguira obter, ao cabo de toda uma tarde de caminhadas e de pena, esses dez tostões — perdidos ou furtados. E pelos seus olhos molhados pas­sava o terror das bordoadas que a esperavam em casa…
"Mas é teu pai quem te esbordoa?"
"E um homem que mora lá em casa…"
Dei-lhe os dez tostões, sem poder falar.
Ela, já alegre, com um sorriso divino que lhe iluminava a face úmida, pediu-me mais duzentos reis — para si, esses, para doces.
Guardou a nota na cesta, e meteu a mesada na meia, depressa, para a esconder…
Fiquei parado, longo tempo, a olhá-la. O seu vulto fugia já, pequenino, quase invisível na escuridão. Ainda de longe o vi, fracamente alumiado por um lampião, sumir-se, dobrando uma esquina. Segui o meu caminho, com a morte na alma.
Ora — nestes tempos singulares em que a gente já se habituou a ouvir sem espanto cousas capazes de horrorizar a alma de Deiber —, é possível que alguém, encolhendo os ombros diante disto, me pergunte, o que é que eu tenho com a vida das crianças que vendem flores e são amassadas a sopapos quando não levam para casa uma certa e deter­minada quantia.
Tenho tudo, amigos meus! não penseis que me iluda sobre a eficácia das providências que possa a polícia tomar, a fim de salvar das pancadas o corpo e da devassidão a alma de qualquer dessas meninas. Bem sei que, enquanto o mundo for mundo e enquanto houver meninas — proteja-as ou não as proteja a polícia —, haverá pais que as esbordoem, mães que as vendam, cadelas que as industriem ; cães que as deflorem!
Bem o sei: mas sei também que possuo nervos que vibram, coração que se impressiona e olhos que vêem. E se a polícia não pode impedir a continuação dessa infâmia — pode pelo menos impedir que ela se ostente, escandalosa, florescendo e frutificando à sombra da sua indulgência e da sua tolerância.
A polícia não pode proibir também que as meretrizes de profissão se entreguem ao seu comércio. Mas não deixa que elas apareçam nuas à janela, e muito menos consente que venham fazer no meio da rua, à luz meridiana, o que fazem no interior das casinhas de porta e janela. Com um milhão de raios! quem tem a desgraça de possuir dentro do organismo um cancro incurável — não podendo extirpá-lo, trata ao menos de o esconder, por higiene, por decên­cia, por pudor!
Demais, que custa abrir um inquérito para conseguir saber que grau de parentesco existe entre as crianças vende­doras de flores e os que as exploram? Eu, por mim, posso afirmar a quem de direito que, em cada grupo de dez crian­ças dessas, interrogadas por mim, duas apenas me têm dito que conhecem pai ou mãe…

Enfim, todos nós temos mais que fazer. E talvez a sorte melhor que se possa desejar hoje cm dia a uma criança pobre — seja uma boa morte, uma dessas generosas mortes providenciais, que valem mais que todas as esmolas, todas as bênçãos, todos os augúrios felizes e… toda a comiseração dos cronistas.
Olavo Bilac
Gazeta de Notícias 14/8/1894



OLAVO BRÁS MARTINS DOS GUIMARÃES BILAC. Nasceu a 16 de dezembro de 1865, na cidade do Rio de Janeiro, onde faleceu a 28 de dezembro de 1918. Tentou os estudos médicos no Rio e depois os jurídicos em São Paulo, abandonando-os pela atração das belas-letras, a que desde cedo se lhe inclinou o espírito sensível e vibrante.